Mais do que olhar individualmente para os factores de risco, a prevenção cardiovascular deve ter em conta a coexistência e interacção dos vários factores no mesmo indivíduo, o que possui um efeito sinérgico e multiplicativo.
Para debater as principais novidades na área da prevenção cardiovascular, a Fundação Portuguesa de Cardiologia leva o tema “Avanços na Prevenção Cardiovascular” à edição deste ano do seu Simpósio Anual, que se realiza a 25 de Novembro, no Hotel Altis, em Lisboa. Presente ao longo do evento, a campanha “Idade das Artérias” irá chamar a atenção para a importância da visão global do risco cardiovascular.
A aterosclerose, assim como generalidade das doenças cardiovasculares têm uma natureza multifactorial ou seja, não dependem apenas de um factor em particular, mas sim da presença conjunta de diversos factores.
O risco cardiovascular global é, assim, o risco obtido pela presença e interacção de todos os factores de risco cardiovasculares (CV) num indivíduo, como a hipertensão arterial, a dislipidemia (anomalia dos lípidos no sangue) ou a diabetes, mas também daqueles factores, cuja modificação depende apenas de nós, como o tabagismo, o stress, o sedentarismo ou os maus hábitos alimentares.
A presença simultânea de vários destes factores de risco tem um efeito sinérgico e multiplicativo. Eles interagem e potenciam-se, pelo que o risco cardiovascular global é muito mais do que a soma do risco dado por cada um dos factores isolados. Por isso, o diagnóstico médico é fundamental para avaliar o risco de doença cardiovascular global.
A “Idade das Artérias”, campanha de sensibilização para a aterosclerose e doenças cardiovasculares em geral da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) e AstraZeneca, permite avaliar o que até agora não era visível: o estreitamento e a rigidez das artérias que indicam o risco de progressão da aterosclerose e consequente risco cardiovascular. A medição indica ainda a idade arterial, referida como a verdadeira idade de cada pessoa, comparando-a com a idade cronológica.
Apesar da aterosclerose e de uma grande parte das doenças cardiovasculares poderem ser prevenidas ou minoradas com a simples adopção de estilos de vida saudáveis, estas continuam a ser responsáveis por cerca de 40% dos óbitos em Portugal, figurando também entre as principais causas de morbilidade, invalidez e perda de potenciais anos de vida. Esta doença mata ainda mais pessoas que todas as formas de cancro combinadas.
“Idade das Artérias” – 13º Simpósio da Fundação Portuguesa de Cardiologia
6ª Feira, 25 de Novembro, das 09h às 13h, Altis Hotel – Rua Castilho - Lisboa