Gabriel Andrade*
Web 2.0 é a representação dos relacionamentos entre seres humanos em processos de participação mediados pelas novas tecnologias da informação e da comunicação (TICs). O ecrã funciona como interface entre as pessoas e os canais, e a produção e o consumo de conteúdos precisam de ser geridos nos padrões culturais que regem a ética de cada organização buscando fortalecer e acelerar as relações sociais.
Os sites, blogs, twitters, redes sociais são ferramentas de comunicação que levam a mensagem pública ou organizacional à sociedade. Por intermédio delas, as empresas expõem os seus programas, as suas acções, os seus debates, defendem-se e propõem coisas novas.
Mas como atingir o maior número de leitores – não de seguidores – de uma Rede Social? Essa é sempre a grande questão levantada pelas agências de comunicação. Trabalhar com a Web 2.0 parece ser, de facto, o caminho. Mas não é fácil. Nem toda a gente sabe lidar com esse assunto, acostumada com os meios tradicionais. Gerir a Web 2.0 é algo novo, em desenvolvimento e que requer uma atenção especial das agências de comunicação, principalmente em relação aos conteúdos.
As novas TICs são vias bilaterais. Assim como levam a mensagem das empresas, também facilitam o tráfego das análises dos cidadãos, contra e a favor das organizações, podendo criar novas crises de comunicação. Portanto, utilizá-las exige equipas, competência e capacidade para acompanhar o excesso de mensagens que existem na internet. É uma tarefa ampla, complexa e difícil. Dominar as ferramentas é e será sempre importante. Mas o fundamental é definir uma estratégia, com variações tácticas, para se impor ao lead que caracteriza a actividade da imprensa e o excesso da internet. A estratégia é derivada das convicções e das visões culturais das empresas.
Para a SpeedCom, desenvolvemos um trabalho no qual incluímos os seus clientes na Web 2.0 com uma análise de melhor proveito no uso de determinada rede social. Como base, e para arranque de trabalhos, incluímos o projecto 100Azia na rede social, por meio do Facebook, Twitter e YouTube, onde podemos partilhar e unificar os conteúdos nas diversas redes, facilitando a comunicação da palavra-chave "azia" e chegando a usuários tão distantes e com perfis tão diversificados dos chamados seguidores comuns ou da Web 1.0.
A Web 2.0 é constituída por pessoas que falam para pessoas. Temos autorização especial dos clientes da SpeedCom para falar por eles, numa linguagem simples e directa procurando apresentar as suas "comunicações" nas necessidades dos usuários das redes sociais.
A chave do sucesso para a Web 2.0 é a criatividade e a inovação. As redes sociais estão ainda em formação e estamos todos em busca da melhor maneira de satisfazer a procura. Nem Assessoria de Imprensa, nem Relações Públicas, nem Publicidade, nem mesmo Marketing. A Web 2.0 é uma nova forma de comunicação e o acto principal, agora, é apresentarmos bons conteúdos.
*Gabriel Andrade é Mestre em Ciências da Comunicação. |